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Pesquisadores propõem uso do óleo de peixe na fabricação de sorvetes

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Técnica contribuiria para solucionar o problema ambiental ocasionado pelo descarte incorreto dos resíduos e ainda tornaria o produto mais nutritivo    Um grupo de pesquisadores do Programa de Pós-Graduação em Ciência dos Alimentos da Escola de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Lavras (PPGCA/UFLA) desenvolveu um trabalho que pode transformar um alimento adorado por todos: o sorvete. Eles aproveitaram resíduos do processo de filetagem do salmão e da tilápia para produzir óleos de peixe que foram aplicados na fabricação da guloseima, considerada por muitos nutricionistas e nutrólogos, um dos cinco piores alimentos do mundo, ao lado dos refrigerantes, dos embutidos e dos salgadinhos do tipo “chips”.  A proposta é que os óleos de peixe substituam a gordura normalmente utilizada na fabricação dos sorvetes, que é o creme de leite, tornando-o mais nutritivo. Os primeiros testes foram positivos para a textura e sabor, mas ainda carecem de ajustes. Os pesquisadores acred...

Descoberta superbactéria que atinge tilápias no Brasil

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Pesquisadora da UNESP identificou doença tipicamente humana durante seu trabalho de mestrado Graduada em Engenheira de Pesca pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e mestre em Aquicultura pelo Centro de Aquicultura da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp), Daiane Vaneci da Silva identificou a presença da bactéria  Klebsiella pneumoniae  ( K. pneumoniae ) em tilápias-do-Nilo. Qual foi a proposta da s ua pesquisa? A proposta era identificar os patógenos que estavam causando uma doença na tilápia-do-Nilo em sistemas de produção intensiva. Inicialmente, suspeitamos que o patógeno poderia ser a bactéria do gênero   Francisella  sp ., que é muito comum e extremamente virulenta para diversas espécies de peixes. Porém, com as análises iniciais, descobrimos que a bactéria que estava causando a doença nos peixes era a  Klebsiella pneumoniae  ( K. pneumoniae ) . Essa descoberta foi surpreendente e preocupante, pois essa espécie...

Inteligência artificial ajuda a selecionar características desejadas de peixe nativo para criação

Diante de uma rede cheia de pacus ( Piaractus mesopotamicus ) é impossível distinguir a olho nu aqueles que terão descendentes com maior rendimento de filé ou que ganharão peso mais rápido, por exemplo. Medir com uma fita métrica o tamanho do corpo de cada um e pesar com uma balança pode dar uma boa pista, quando esses dados são tabulados e comparados. Criar uma população inteira com as características desejáveis, porém, exige que sejam medidos e pesados cerca de 2 mil peixes por geração, algo que pode levar dias. Pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp)  apoiados  pela FAPESP acabam de solucionar esse problema com o desenvolvimento de um software que usa inteligência artificial para fazer medições precisas em tempo real. Os resultados foram  publicados  na revista  Aquaculture . O objetivo do grupo é obter populações melhoradas desse peixe nativo, aumentando a produtividade e barateando o produto ( leia mais em:  agencia.fapesp.br/35...

Cientistas conseguem reproduzir lambaris do rabo amarelo em laboratório

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  Pesquisadores da Embrapa Meio Ambiente (SP) obtiveram com sucesso a reprodução assistida em laboratório com luz natural, sem o uso de indução hormonal, do lambari-do-rabo-amarelo (Astyanax altiparanae). A técnica foi adaptada da empregada com o zebrafish ou paulistinha (Danio rerio). Essa conquista é um avanço para testes toxicológicos que utilizam embriões de peixes para estabelecer os limites de substâncias químicas na água, por exemplo. O zebrafish é a espécie mais utilizada para esse tipo de estudo, porém, o lambari-de-rabo-amarelo apresenta potencial como modelo experimental nos ensaios laboratoriais com embriões e larvas de peixes. Esse lambari é muito utilizado como isca-viva e para o consumo humano  Atualmente, testes toxicológicos com diferentes compostos são frequentemente realizados com embriões e adultos de zebrafish, comenta a pesquisadora da Embrapa Vera Castro. “Além de ajudar a determinar as concentrações máximas permissíveis nos corpos de água, esses estudos...

Família em São Paulo deve fechar 2022 abatendo 50 toneladas de tilápias por dia

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Em torno de 65% da tilápia produzida pela família Amaral é comercializada dentro de São Paulo, outros 35% são enviados para os Estados de Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Goiás e à região Nordeste   Do ideal de empreender à realização de um sonho trilhado em família. É assim que o médico-veterinário Ramon Amaral descreve em poucas palavras a sua trajetória de sucesso na piscicultura, ramo que ainda na faculdade despertou seu interesse após realizar um estágio em uma fazenda de cultivo de peixes na cidade mineira de Poços de Caldas. À época compartilhou com o pai Antonio Carlos Lopes do Amaral (in memoriam) e a família o seu desejo de ingressar na produção de peixes de cultivo, buscou informações sobre o mercado e pouco tempo depois surgiu uma oportunidade de processar um lote na cidade paulista de Santa Fé do Sul, agarrou a oportunidade e um ano depois de se formar já começava a dar os seus primeiros passos para desbravar um mundo de possibilidades que estava...

Tambaqui da Amazônia produzido em Rondônia chega a Broadway, em Nova Iorque

O dia 4 de setembro de 2022 entrou para a história da piscicultura. Pela primeira vez, o Brasil e os Estados Unidos realizaram juntos e de forma simultânea um movimento em prol do mercado de peixes nativos brasileiro. Foi a terceira edição do festival tambaqui da Amazônia, agora internacional. Ao menos 15 mil bandas do pescado foram assadas e distribuídas em Rondônia, em seis outros estados brasileiros e em Nova Iorque. O domingo foi de muito trabalho para dezenas de equipes de onze cidades rondonienses: Porto Velho, Candeias do Jamari, Ariquemes, Machadinho D’Oeste, Cujubim, Jaru, Ouro Preto do Oeste, Ji-Paraná, Cacoal, Pimenta Bueno e Vilhena. Vários voluntários se revezaram para assar na brasa as bandas do pescado. Elas foram vendidas para arrecadar recursos para entidades beneficentes cadastradas no evento. O mesmo aconteceu nas capitais: Rio Branco, Boa Vista, Belém, Cuiabá, Manaus, Palmas e São Luiz. Em cada região, uma entidade encabeçou a missão de assar as bandas de tambaq...

Teste identifica sexo de pirarucu e tambaqui para auxiliar na formação de plantéis

  Pesquisadores da Embrapa, em parceria com cientistas franceses, alemães e escoceses, desenvolveram um teste que identifica machos e fêmeas por meio de análise rápida do DNA. Diferentemente dos métodos convencionais de identificação do sexo, o teste molecular pode ser aplicado em peixes jovens (alevinos). Com isso, será possível comercializar juvenis com o sexo definido, facilitando a produção e agregando valor ao produto. Nova tecnologia também tem mais acurácia nos resultados e não é invasiva. Os produtores de alevinos de pirarucu (Arapaima gigas) e tambaqui (Colossoma macropomun) poderão contar com um serviço de teste genético para a identificação do sexo desses peixes, permitindo um manejo eficaz tanto na formação de plantel de reprodutores, como na formação precoce de famílias para programas de melhoramento genético. Essa tecnologia de sexagem precoce é inédita para peixes nativos do Brasil. É pouco confiável diferenciar o sexo apenas pela aparência dos animais. A identif...