Topografia ou relevo



De modo geral os terrenos são planos, ondulados, acidentados ou montanhosos.
Conforme a topografia e o tipo de solo, haverá maior ou menor dificuldade para os  trabalhos de movimentação de terra e escavação de tanques ou viveiros.
O ideal é que a declividade dentro do viveiro seja entre 2 e 5 % , o que permite o abastecimento e esvaziamento por gravidade.( Ex : 2 % = cai 2 metros a cada 100 metros )
O tamanho dos viveiros dependerá da quantidade de água disponível, da área da propriedade, da produção desejada, do investimento pretendido, etc...mas vale lembrar que viveiros grandes irão demorar mais para encher, para esvaziar, irão requerer redes de despesca grandes ( são pesadas e precisam de mais funcionários para manejar ).
Recomenda-se que os viveiros possuam formato retangular para facilitar a
renovação da água, impedindo a formação de “ 4 cantos mortos “, o que costuma ocorrer em viveiros quadrados. Os viveiros circulares também são muito bons .
Devido às dimensões das redes disponíveis no mercado e para facilitar a retirada dos peixes , nossa sugestão é de que o viveiro tenha uma largura de 20 metros. Nesse caso, redes de despesca com comprimento de 30 metros ( uma vez e meia a largura do viveiro ) são capazes de realizar essa tarefa sem grandes problemas.
Quanto ao comprimento do viveiro, consideramos 50 a 80 metros um bom tamanho.
Portanto, sugerimos que os viveiros tenham a dimensão 50m X 20 m ou 80m X 20 m
A profundidade média deve ser em torno de 1,5 m a 1,6 metro pois tanques muito rasos deixam os peixes suscetíveis a mudanças de temperatura e possibilitam o crescimento de plantas aquáticas devido à incidência de luz solar no fundo .
Tanques ou viveiros muito profundos não são aconselháveis por problemas
técnicos, econômicos ou biológicos.( em geral os peixes concentram-se nas camadas superiores da água ).
Na prática, uma vez definida a quantidade e tamanho dos viveiros, faz-se um
orçamento através de empresas de terraplenagem que estimarão o tempo necessário para a execução das escavações tendo em vista o tipo de solo e as dificuldades de acesso e movimentação de terra.
Durante as escavações devem ser posicionadas as tubulações de escoamento dos viveiros . Nesse momento, já deve estar definido o uso do monge, do cotovelo articulado ou de algum outro mecanismo que promova a retirada da água do fundo do viveiro ( essa água é pobre em oxigênio, contém gases prejudiciais e matéria orgânica acumulada ).
Qualquer das opções para proceder ao escoamento deverá estar posicionada no lado oposto à entrada de água do viveiro para propiciar adequada renovação de água.
Se a opção for o monge, lembramos que trata-se de uma construção de alvenaria com 4 paredes e 2 canaletas internas verticais nas paredes laterais , por onde são colocadas
“ tábuas “ ( em geral de madeira-ipê ) com 2 a 3 centímetros de espessura e 20 centímetros de largura, umas sobre as outras, com sistema de encaixe que possibilitam controlar o nível de água dos viveiros.

Caixa de coleta :  Próxima ao sistema de escoamento pode-se fazer um rebaixamento no fundo do viveiro de modo que os peixes aí concentrem-se ao realizar-se a drenagem da água visando à despesca.

Jorge Meneses - Biólogo. Consultoria para pisciculturas e pesqueiros.  

Contato : ( 11 ) 998116744 ( vivo e whatsapp )

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