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Peixes e 5G

  A  Aquicultura (produção em “fazendas”, de peixes, crustáceos e plantas aquáticas) é uma atividade econômica que movimenta, anualmente, bilhões de dólares, em nível mundial. Segundo dados da União Europeia (UE), essa indústria é responsável por “parte da dieta diária, de cerca de três bilhões de pessoas”. Na Noruega, país membro da UE, as “Fazendas de Peixes” é parte significativa da economia local, devido às particularidades do “clima e das condições naturais que tornam o país ideal para a piscicultura”, sendo o “maior produtor de salmão do Atlântico”. Nessas fazendas a tecnologia vem sendo usada faz tempo, para o gerenciamento (da alimentação dos peixes, da qualidade da água e da produção) com poucas pessoas no controle das instalações de produção, que chegam a ter uma “população” de um milhão de peixes. Para que isso possa ser feito com segurança e qualidade, a velocidade da Internet é fator primordial. “Peixes e 5G” (II) Uma matéria bem interessante, sobre es...

Sorvete à base de tilápia

Pesquisadora de universidade do Paraná cria produto inovador Pensando em ajudar a filha, Ana Maria da Silva, doutoranda da Unioeste, desenvolveu um sorvete em que, com biotecnologia, conseguiu transformar a carne da tilápia em líquido, para assim inserir no sorvete e deixá-lo mais proteico. Especula-se que a ideia do sorvete surgiu na China há mais de quatro mil anos com uma mistura de leite e arroz. Depois de ganhar o mundo, a sobremesa chegou ao Brasil apenas em 1834, quando o navio Madagascar trouxe 200 toneladas de gelo em blocos para a produção do sorvete. Hoje, segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias e do Setor de Sorvetes (ABIS), cada brasileiro toma de 5,5 a 8 litros do gelado por ano – em 2020, foram consumidos 1 milhão de litros de sorvete no Brasil, o que faz do País o 6º consumidor da sobremesa no mundo. Além de ser uma sobremesa refrescante para os dias quentes, o sorvete é um aliado de pacientes que enfrentam o câncer. Por minimizar os efeitos colatera...

Ponha um Tubarão no Seu Tanque

Os japoneses sempre adoraram peixe fresco. Porém as águas perto do Japão não produzem muitos peixes há décadas. Assim, para alimentar a sua população, os japoneses aumentaram o tamanho dos navios pesqueiros e começaram a pescar mais longe do que nunca. Quanto mais longe os pescadores iam, mais tempo levava para o peixe chegar. Se a viagem de volta levasse mais do que alguns dias, o peixe já não era mais fresco. E os japoneses não gostaram do gosto destes peixes. Para resolver este problema, as empresas de pesca instalaram congeladores em seus barcos. Eles pescavam e congelavam os peixes em alto-mar. Os congeladores permitiram que os pesqueiros fossem mais longe e ficassem em alto mar por muito mais tempo. Entretanto, os japoneses conseguiram notar a diferença entre peixe fresco e peixe congelado, e é claro, eles não gostaram do peixe congelado. Entretanto, o peixe congelado tornou os preços mais baixos. Então as empresas de pesca instalaram tanques de peixe nos navios pesqueiros. Ele...

Vermes nos olhos dos peixes

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Os vermes nos olhos dos peixes ocorrem na natureza em peixes de água doce dos rios e reservatórios de diversas regiões do país ( carás, corvinas, traíras, tucunarés, matrinxãs, etc...). Os vermes são parasitas   trematódas e t ambém infestam peixes de cativeiro. As águas represadas, as plantas aquáticas, a presença de caramujos (um dos hospedeiros intermediários desses parasitas) e as constantes visitas de aves piscívoras (algumas das quais podem ser o hospedeiro final dos vermes) são alguns dos   fatores que desencadeiam a doença. Além da presença dos hospedeiros acima citados, há outras condições que favorecem as infestações nas pisciculturas, tais como o inadequado planejamento, a má qualidade da construção dos tanques, a estratégia de produção adotada nas fases de produção e o   manejo alimentar incorreto. É muito importante ressaltar que esses vermes não causam risco às pessoas mas a   presença deles nos   olhos dos peixes causa repugnação . Ciclo...

Tanques com água turva – como resolver

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Muitas vezes a água dos lagos, tanques e viveiros fica turva ( barrenta ). Chama-se isso de turbidez  elevada .    É devido ao excesso de sólidos em suspensão na água  ( geralmente são partículas de argila ). As causas das águas turvas costumam ser fortes chuvas, falta de proteção e erosão dos taludes , presença de peixes que tem hábitos de revolver o lodo em busca de alimento ( carpas, corimbatás ) e entrada de água com partículas nos tanques . A turbidez impede a penetração dos raios solares no ambiente aquático.  Sem a luz do sol, as algas verdes não conseguem produzir oxigênio através da fotossíntese . Com pouco oxigênio dissolvido na água, os peixes alimentam-se menos e crescem menos. Além disso,   as partículas em suspensão  podem aderir nas brânquias dos peixes   dificultando a respiração. Conclusão : águas   turvas ou barrentas podem prejudicar o desenvolvimento dos peixes tornando-os   sujeitos às doenças...

Lodo flutuando na superfície da água

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  Em alguns momentos os piscicultores e os proprietários de pesqueiros visualizam   lodo flutuando na superfície da água . Esse lodo nada mais é do que   matéria orgânica que estava acumulada no fundo dos tanques e lagos (vegetais mortos, folhas, troncos, galhos, fezes dos peixes, restos de  ração, animais mortos, etc...)  que por algum motivo desprende-se do fundo e flutua. É no fundo dos ambientes aquáticos que esse material concentra-se e entra em decomposição ( apodrecimento ). A decomposição retira oxigênio da água e gera gases nocivos, o que deteriora a qualidade do ambiente aquático , causa estresse, doenças e mortalidade aos peixes. A principal causa do acúmulo de matéria orgânica é a ausência do dreno de fundo.   As outras causas costumam ser pouca ou nenhuma renovação da água, excesso de peixes, sobras de ração, manejo incorreto, etc  Em ocasiões de chuvas, ventos, renovação significativa da água, inversão térmica, etc.....

INFILTRAÇÃO

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A infiltração da água dos tanques, viveiros, lagos e açudes consiste num processo pelo qual a água atravessa o perfil do solo . Essa perda de água varia em função da textura, estrutura, densidade, matéria orgânica, umidade do solo e tempo de existência da construção. Antes de começar a escavação, o ideal é que sejam coletadas amostras para a análise da composição do solo do local escolhido para ser o futuro tanque de peixes. As amostras devem ser enviadas a um laboratório ou  para se ter uma noção da composição do solo, o interessado pode fazer o teste do oito. Basicamente há 3 tipos de solos : argilosos, siltosos(limosos) e arenosos. O recomendado é  que o solo seja predominantemente  argiloso.  As partículas de argila são muito pequenas ( menores que 0,002 mm ) “grudentas”, “dão liga” e possuem forma e cargas elétricas que colaboram para a união entre elas, permitindo o fechamento dos poros e reduzindo a permeabilidade do solo. Os solos siltosos ou limo...